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Cena do ator (23/11)

  • froisaragao
  • 28 de nov. de 2017
  • 2 min de leitura

Com o Naylson, que faz o ator e o Henrique, que interpreta o ator branco presentes, ensaiamos e pensamos a estrutura da cena que é realizada basicamente entre os dois. Visto que a criação cabe ao ator, a liberdade de criar, o qual está de designado a uma "partitura de ação", como coloca Haderchpek na sua tese, que defenderá a liberdade de produzir, deixei livre para ver a imaginação que os atores haviam tido sobre o texto.


A partir dessa visão, que devo dar a liberdade de criação enquanto diretor, observo o quanto se prendem ao texto e ao que direi, com certo receio de experimentar. Porém, especificamente esse ator, Naylson, transpassa a liberdade para criar, tentar, tentar e tentar.


Tendo que vista que essa cena utilizará a linguagem da capoeira, é necessário entendermos a especificidade de cada corpo ali presente trabalhando, suas limitações e potencialidades. Trabalhar aquilo que se tem facilidade e tentar desenvolver o que se tem bloqueio. Busquei jogar, brincar, deixar se envolver pelo ritmo que é jogar a capoeira, pois o ator tem certa trava corpórea, e notei certa melhora no corpo do ator em cena ao apenas experienciar o jogo. No entanto, talvez cabe a nós experimentar mais a fundo e entender o que é a via negativa proposta por Grotowski, o qual acredita em negar aquele problema e encará-lo, tendo um pouco de relação como fizemos.


Esse problema, identificado pelos atores, tenha advindo também pela falta do texto está decorado, retomando o apego ao texto, em que facilitaria para criar essa coreografia entre os dois. Mas constatamos em conjunto que o trabalho com o texto naquele momento fez-se construções significativas e até decorar de forma diferente.


Nesse ensaio, debatemos e entrou-se em acordo que estaria em cena para tocar a atabaque, pois eles estavam com certa dificuldade para isso, dessa forma, terei que pensar como me posiciono enquanto ator-músico e diretor nesse processo. E tomei a decisão, pois estávamos a um tempo no processo sem a presença de uma das atrizes, não comparecendo por problemas pessoais, colocar outra, uma não-atriz. Isso me instigou ainda mais refletir como lidar com esse corpo que traz sua história e vivencias, porém com outras habilidades, e pequenas práticas teatrais.



 
 
 
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